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Peças Históricas

Por MBM
lancha

Peças que pertenceram a lancha Petrazzi

 A lancha Petrazzi, ou General Petrazzi, foi adquirida em 1926, na Alemanha, pelos Serviços de Bombeiros da Prefeitura, que foram mais tarde assumidos pela Brigada Militar do Rio Grande do Sul, tendo sido utilizada até a década de 90. Seu nome presta homenagem ao general que era, naquela época, diretor dos Serviços de Bombeiros da Prefeitura e que se encarregou da compra.

Em virtude da capacidade dos motores desta lancha, ela auxiliou no combate de grandes incêndios ocorridos em Porto Alegre, como o do depósito de fogos de artifícios no bairro Navegantes, em 1971, e os das Lojas Americanas e Lojas Renner, no Centro da cidade, em 1973 e 1976 respectivamente.

 A embarcação contava com um dormitório para quatro pessoas, cozinha e banheiro. Seus canhões permitiam que a água fosse bombeada a grande distância. Foi doada ao Museu da Brigada Militar como patrimônio histórico, mas a lancha acabou naufragando em novembro de 2021, após ventania ocorrida em Porto Alegre.

 Peças que fizeram parte da lancha Petrazzi podem ser vistos no salão de exposição do Museu da Brigada Militar, assim como mais informações pertinentes a estes equipamentos.

Texto e imagem: Mariângela N. Pagliarini – Bibliotecária MBM

Fardamento Rui

Fardamento feminino desenhado por Rui Spohr

Por meio da Lei nº 7.977, de 8 janeiro de 1985, as mulheres puderam ingressar na Brigada Militar (BM) não somente como servidoras civis, mas como militares de carreira. Na primeira turma entraram 135 mulheres e o acontecimento ocorreu em fevereiro de 1986.

O primeiro fardamento feminino da BM foi criado por um dos maiores estilistas gaúchos e referência em moda feminina, Rui Spohr. Para a apresentação dos modelos da coleção foi realizado um desfile no Palácio Piratini em 1986, no governo de Jair Soares.

O estilista desenvolveu oito modelos de inverno e verão, desde capas de chuva até trajes de gala. O uniforme de trabalho era composto por saia-calça e blazer ajustado na cintura por um cinto para colocação de coldre. Outros componentes do vestuário eram: chapéu, capa longa, bolsa. A cor cáqui foi adotada mantendo a que já era usada pela BM, apesar de ter havido proposta de utilização das cores da bandeira do RS.

No Museu da Brigada Militar um dos uniformes femininos, criado por Rui Spohr, pode ser visto em expositor, além de fotos do desfile de apresentação realizado no Palácio do Governo no ano de 1986.

Texto: Mariângela N. Pagliarini – Bibliotecária MBM

Lanças

Armas de guerra - Lanças

 As lanças foram armas usadas pela cavalaria nas Guerras do Paraguai e Farrapos, iniciadas nos anos de 1835 e 1864 respectivamente.

Na Guerra dos Farrapos ou Revolução Farroupilha foram usadas clavinas mosquetões e lanças e espadas nos combates. Nas batalhas desta guerra foram utilizados diferentes tipos de lanças, que mediam normalmente 2,50 m. Os modelos usados eram lança punhal e lança cruzeta triangular ou em forma de meia-lua, além de algumas improvisadas com facas na ponta. Considera-se que a lança foi a principal arma desta guerra, e era notável a habilidade no seu manejo pelos cavaleiros.

Na Guerra do Paraguai além de clavinas foram usadas lanças, em formações para batalhas que repetiam o método francês de combate. Na histórica batalha do Avaí, comandada por Manoel Luís Osório, o Marquês do Herval, foram utilizados apenas sabres e lanças em um embate onde esteve presente somente a cavalaria.

O Museu da Brigada Militar tem expostas lanças que foram usadas durante as guerras mencionadas.

Texto e imagens: Mariângela N. Pagliarini – Bibliotecária MBM

Quartel do Caty

Portões do Regimento do Caty

O quartel do Caty, localizado em Santana do Livramento, abrigou o 2º Regimento de Cavalaria Provisório, adido à Brigada Militar, sob o comando do Tenente-coronel João Francisco Pereira de Souza, subordinado diretamente a Júlio de Castilho, presidente do Estado.
A Unidade era responsável pela guarda do município de Santana do livramento e dos municípios da fronteira oeste do Rio Grande do Sul.

O quartel estava localizado em uma coxilha próxima à fronteira e suficientemente afastado de qualquer cidade, e foi o primeiro quartel do Rio Grande construído de acordo com modernas exigências técnicas de engenharia. Possuía iluminação a gás acetileno, rede de água e esgoto. No seu entorno foi organizado um núcleo colonial, que provia a tropa e familiares dos gêneros necessários; instaladas escolas, diversas oficinas e pequenas indústrias.

Seu nome tem origem no arroio com o mesmo nome, que nasce na Coxilha do Japeju, próxima ao Cerro das Catacumbas, e vai dar no Rio Quaraí, passando próximo ao quartel. Funcionou entre os anos de 1896 e 1909, tendo sido desativado por ordem de Carlos Barbosa, presidente do Estado.

Texto e imagens: Museu da Brigada Militar

motocicleta Harley Davidson 1200cc

 Motocicleta Harley-Davidson 1200 cc

 Os primeiros modelos das motocicletas Harley-Davidson foram lançados no ano de 1922, em Fresno nos Estados Unidos, sendo aperfeiçoadas em 1940. O Museu da Brigada Militar possui uma destas motocicletas, já com o design estabelecido nos anos 70, sendo que este veículo automotor, também, é de fabricação deste ano.

 As motocicletas do mesmo tipo da peça exposta foram usadas nos serviços de batedor e patrulhamento da Brigada Militar em estradas estaduais e em operações de escolta, até o final da década de 1990. Estes veículos do fabricante Harley-Davidson ainda são usados pela Brigada Militar, como na ROCAM do 33º BPM da cidade de Sapucaia do Sul. 

Designer gráfico: Al Of Pedro

Texto: Bibliotecária Mariângela Pagliarini - MBM

Imagens: Sd Roger -MBM

                       

Submetralhadora INA

Campanha da Legalidade: a submetralhadora de Leonel Brizola

Durante a Campanha da Legalidade, movimento para que João Goulart assumisse a presidência da República em 1961, foram utilizados como armas os revólveres 38 para os civis, soldados e cabos com mosquetões e submetralhadoras INA, sargentos com carabinas 30 e oficiais com pistolas Colt 45. Leonel Brizola empunhava em suas aparições uma submetralhadora. Eram também armamentos da Brigada a metralhadora Schwarzlose, o fuzil-metralhadora Ceskoslovenzká Zbrojovka (FMZB) e a pistola automática Royal. Houve por parte do Estado a solicitação de três mil revólveres 38 à empresa Taurus e controle do transporte aéreo feito pela Varig (Markun; Urchoeguia, 2017).

Leonel de Moura Brizola, governador do Rio Grande do Sul e líder da Campanha, usava uma submetralhadora INA. As primeiras submetralhadoras fabricadas no Brasil foram a M950 e M953. O pioneirismo coube à̀ Indústria Nacional de Armas, a “INA”, empresa estabelecida em 1949 na cidade de Santo André, São Paulo. Era um projeto de origem dinamarquesa, a Madsen M1946, e produzida sob licença até 1972. A diferença principal em relação ao desenho original foi a mudança do calibre, que passou do 9 mm para o 45, que era a munição padrão então em uso pelas nossas Forças Armadas (Mirapolicial, 2020, online).

Texto: Bibliotecária Mariângela Pagliarini - MBM

Imagens: Sd Roger - MBM 

 

Brigada Militar