Mais de 60% dos municípios gaúchos não registram crimes violentos letais intencionais em 2026
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Dos 497 municípios do Rio Grande do Sul, 306 (61,57%) não registraram Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) em 2026. Esse é um dos mais importantes indicadores da segurança pública porque refere-se ao homicídio doloso, latrocínio, feminicídio, lesão corporal seguida de morte, e outros casos como aborto, induzimento/auxílio ao suicídio, infanticídio, homicídio doloso de trânsito e homicídio decorrente de oposição à intervenção policial. Destaca-se também que 133 municípios (26,76%) registraram de um a três casos de CVLI. A soma dessas duas categorias de registros resulta em 88,3% do Estado ou 439 municípios. Os números estão disponíveis no site da Secretaria da Segurança Pública no Relatório Estatístico de Indicadores Criminais, referente aos primeiros nove meses deste ano.
439 municípios com zero a três registros de CVLI
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Municípios sem registro de CVLI |
306 |
61,57% |
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Municípios com 1 a 3 registros de CVLI |
133 |
26,76% |
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Total de municípios |
439 |
88,33% |
“São os crimes que mais dedicamos a nossa atenção porque abalam a nossa sociedade. Este é um momento histórico de redução nos índices de criminalidade consecutiva ano a ano,” comemora o comandante-geral da Brigada Militar, coronel PM Luigi Gustavo Soares Pereira. Conforme explicou, o resultado decorre da atuação integrada das forças de segurança gaúchas por meio do RS Seguro e contribui para estabelecer a sensação de segurança no Estado. Além disso, as boas relações com as polícias vizinhas, seja do Uruguai, da Argentina e de Santa Catarina, asseguram a proteção das fronteiras e divisas.
O Comandante-Geral destacou também a realização das Operações Convergência em todo o Estado como exemplos de ações da Corporação que promovem o enfrentamento ao crime organizado e a sua descapitalização através de grandes apreensões e prisões. Outro diferencial que enfatizou foi a excelência na formação de Policiais Militares por intermédio de treinamentos em situações verídicas. Entre elas, as operações nas quais participam todos os alunos em formação reunidos no Batalhão-Escola, que agrega mais de 1200 PMs de uma só vez. “De outro lado, ferramentas como a roteirização fazem com que o efetivo saiba como deve percorrer o território da maneira mais dinâmica e eficaz, otimizando recursos e potencializando resultados,” concluiu.
A perspectiva da Brigada Militar é confirmar a queda anual nos registros de CVLI em 2026.
Texto: jornalista Eliege Fante, servidora civil na PM5/BM.


